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A Banda dos Corações Partidos, o amor visceral e o novo álbum

A Banda dos Corações Partidos entrevista

Foto: Manoela Veloso Passos

Os sergipanos de ‘A Banda dos Corações Partidos’ acabam de lançar o seu segundo disco, chamado Canções de Ódio, Ressentimento e Abandono. Aliás, as 12 faixas chegam com um tom melodramático e escancaram as variadas formas de viver o amor visceral. O material já está disponível nas plataformas digitais.

A saber, a banda formada em 2006 é composta por Diane Veloso (vocal), Alexandre Marreta (guitarra), Léo Airplane (teclado), Luno Torres (baixo) e Josimar Seguro (bateria). Assim, apostando na teatralidade e desconstrução de estilos, os músicos apresentam uma mistura de indie rock com ritmos brasileiros.

Portanto, o ULTRAVERSO convidou a vocalista Diane para um bate papo em que falamos sobre o novo trabalho, influências musicais e expectativas para os palcos. Então, acompanhe a nossa conversa:

ULTRAVERSO: Diane, ‘A Banda dos Corações Partidos’ já tem mais de uma década de estrada. Nesse sentido, qual balanço você faz dessa jornada da banda?

DIANE: Aliás, neste ano completamos 16 anos de carreira. Então, a banda começou inicialmente como um projeto paralelo de todo mundo e acabávamos nos dedicando pouco à ela. Nós gravamos o primeiro disco e demoramos bastante para lançar novos materiais. Assim, depois de algum tempo gravamos um EP, e agora estamos com nosso segundo álbum.

Mas nesse processo de 16 anos, fomos amadurecendo de uma forma mais vagarosa, porém com muita verdade, todos temos um carinho grande pela banda, ela sempre esteve ali sendo alimentada. Contudo, nos últimos seis anos, começamos a nos dedicar mais. Portanto, o que percebo é uma evolução sonora enquanto banda mesmo, entender que projeto é este, o caminho escolhido.

Aliás, produzir música no Brasil não é fácil. Sendo assim, como tem sido fazer rock no nordeste, uma região que tem seus estilos musicais bem tradicionais?

DIANE: Nós nem nos colocamos apenas como uma banda de rock, fomos ficando mais rock com o passar do tempo. Isso porque era do nosso interesse experimentar estilos diferentes. Desse modo, investimos muito nesse lugar da teatralidade, eu sou atriz e na medida em que fomos criando o nosso show, ele apontava que poderíamos ser mais viscerais. Logo, o rock em algumas músicas acaba sendo esse dispositivo que nos impulsiona nessa visceralidade. Entretanto, não somos uma banda de rock, mas ele está sempre de alguma forma ligado ao nosso trabalho.

A saber, vocês acabam de lançar o segundo disco, chamado ‘Canções de Ódio, Ressentimento e Abandono’. De que maneira surgiu o conceito desse trabalho e de onde veio o título?

DIANE: O título veio de uma música da cantora Maysa, [estrela da MPB, já falecida]. Enfim, esse nome também acompanha nosso show, que foi um marco e apontou esse caminho que estamos percorrendo agora. Com isso, acabamos ouvindo muitas referências, como Maysa, Lupicínio, e chegamos nesse título que acaba dando realmente um conceito para o disco. Nos chamamos ‘A Banda dos Corações Partidos’, então tratamos das desilusões, do desamor, e nesse álbum tentamos desconstruir o amor romantizado, tóxico.

Além disso, nesse novo disco quisemos brincar, perder o pudor, fazer descobertas, experimentar ritmos, temas e sonoridades, sem estarmos amarrados em fórmulas.

Diane, qual é a expectativa de poder mostrar este trabalho ao vivo?

DIANE: Temos a perspectiva de fazer um show de lançamento desse disco em junho, num teatro aqui em Sergipe. Também estamos nos inscrevendo em diversos festivais. Sendo assim, queremos trabalhar bastante e investir muito na divulgação desse projeto.

‘A Banda dos Corações Partidos’ é um dos destaques da cena indie nordestina (Foto: Manoela Veloso Passos)

Quais são os nomes que mais influenciaram a sonoridade do trabalho de vocês?

DIANE: Cada músico da banda traz suas referências. Por exemplo, o baixista Luno Torres vai para uma pegada mais ‘Os Mutantes’. Já o guitarrista Alexandre Marreta, que tem uma outra banda que toca carimbó e brega, também traz para cá essa base musical de lá. E claro, eu trago algo mais puxado para o melodramático de Maysa, Lupicínio e Roberto Carlos.

Para finalizar, vocês já fizeram algumas parcerias, no disco novo existem algumas inclusive. Entretanto, existe algum artista/banda que ainda sentem vontade de colaborar?

DIANE: Muitos! Recentemente assistimos o show do cantor Almério, um artista pernambucano incrível, tivemos muitas conexões com ele e sua arte. Além disso, também conheci o trabalho da Dani Carmesim, uma figura do rock nordestino, inclusive já conversamos e estamos querendo trocar figurinhas. 

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Além disso, claro, o (a) cantor(a) ou a banda precisa ter algo gravado com uma qualidade razoável. Afinal, só assim conseguiremos divulgar o seu trabalho. Enfim, sem mais delongas, entre em contato pelo e-mail guilherme@ultraverso.com.br! Aquele abraço!

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