Saiba o local e a data do show do Blind Guardian, no Brasil

Foto: Reprodução / Facebook - Dirk The Pixeleye Behlau

Blind Guardian faz público entoar canções a plenos pulmões

Bruno Oliveira

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6 de dezembro de 2023

A banda alemã de power metal, com influência gigante em obras de J. R. R. Tolkien, chegou ao Brasil para o seu primeiro show em um Rio de Janeiro entrando em ebulição. Quase que literalmente, pois a cidade estava marcando um grande calor com uma sensação térmica maior ainda. Quem viveu, entende o que estou falando. Embora estivesse um pouco mais fresco que outros dias, ainda assim estava um calor de matar. Ainda mais se você se metesse no meio da galera.

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Esse foi o primeiro de seis shows marcados para o nosso país. Esse show faz parte da turnê The God Machine Tour que é oriunda de seu último álbum de estúdio, também chamado The God Machine, lançado em 2022. A banda conta com Hansi Kürsch (vocal), André Olbrich (guitarra), Marcus Siepen (guitarra) e Frederik Ehmke (bateria), além dos músicos de apoio Michael Mi’ Schüren (teclados) e Barend Courbois (baixo). Foi com essa formação que o Blind Guardian subiu ao palco do Circo Voador para deixar as coisas mais quentes ainda.

Ótima escolha em seu início de show

Vale mencionar que faltando poucos minutos para o show começar, uma chuva torrencial começou e forçou todos que estavam sentados a se levantarem e irem se ajeitar para o show. Melhor, pois a banda começou pontualmente às 20h e não foi com qualquer música. Imaginations From The Other Side foi a escolhida para começar e na minha opinião foi genial, pois já deixou todos com sorrisos no rosto e cantando tudo o que o pulmão deixava. A essa altura, a impressão é que já estava uns 60º e o suor pulsava em cada parte do meu corpo como se fosse algo normal.

Blood of the Elves do novo álbum foi a próxima e, apesar de ser uma boa música, não consegue me cativar tanto quanto as clássicas. Certamente ouviram meus pensamentos e em seguida mandam Nightfall, oriunda de meu álbum preferido da banda chamado NightFall In Middle-Earth que para os mais desavisados é um álbum conceitual baseado no livro Silmarillion, de J. R. R. Tolkien. Um simples deleite para os fãs da obra do autor. Todos cantaram alto e é impossível não se arrepiar com essa música.

Uníssono

The Script for My Requiem toca e faz todo mundo bater cabeça como se fosse algo natural. Essa é mais uma clássica de um setlist muito bom. Mais uma nova música é tocada, Violent Shadows, e não adianta, não é que seja ruim, mas não me empolga como deveria. Skalds and Shadows chega e deixa os bardos de plantão muito felizes. Música calma e com um refrão fácil de cantar. Sucesso certo em show e foi muito bom escutá-la ao vivo.

O anúncio de Time Stands Still (At the Iron Hill) é feito pelo vocalista Hansi Kürsch e é a certeza de mais um momento de todos cantando como se fossem apenas um. Música incrível que merecia estar nesse setlist. Secrets of the American Gods é mais uma do novo álbum (e última) a ser tocada. Ela é outra que fica naquele limiar de não empolgar com ‘até que ela é boa’. A minha relação com coisas novas da banda soam muito complexas em meu ser.

Agora é só clássicos

Pronto, a partir de agora é quase uma grande ode a tudo o que o Blind Guardian já representou em minha vida. The Bard’ s Song – In The Forest começa e se você não gosta dessa música e ao menos não se emociona o mínimo com ela, poderia dizer que você está morto por dentro. Ela é quase proferida à capela pelo público e me arrepio só de lembrar. O toque circense de Majesty começa e é certeza que alguma ‘roda’ vai abrir perto de você. Essa é uma das primeiras músicas da banda e é poderosa demais em qualquer show deles.

Para acabar o set normal, eles mandam Traveler in Time que também tem um refrão pegajoso e que mesmo que não a conheça, está cantando no final. Eu não entendo essa vibe de ‘essa é a última música do show’ sendo que todo mundo sabe que não é, e que logo depois vão voltar para o palco para mais momentos especiais. Afinal, ainda faltavam alguns clássicos impossíveis de não tocarem.

O público pediu Into the Storm

O público começa a entoar em alto e bom som que querem ouvir Into The Storm, mas a banda não vem tocando em seus shows e, infelizmente, não tocaram por aqui também. Tudo bem, nunca é perfeito, mas sempre é especial. Eles voltam com Sacred Worlds que é uma música relativamente nova e que também não me empolga o suficiente. Para a minha alegria, Lord of the Rings começa e é mais um daqueles momentos inesquecíveis com todos cantando. Eu amo esses momentos íntimos e calmos que nos fazem quase transcender.

Final arrebatador

Valhalla chega e para quem conhece nem preciso dizer que a música acabou e a galera continuou cantando o refrão chiclete. Alguns podem achar brega, mas eu amo o tempo em que a galera fica cantando enquanto a banda fica meio que brincando com o público. Só a bateria ajudando no ritmo e sim, esse é mais um momento daqueles. Que música poderosa e incrível. Welcome to Dying vem em seguida e coloca todo mundo de novo para bater cabeça e entoar seu refrão a plenos pulmões.

Esse show não poderia se encerrar sem o seu maior clássico, ao meu ver, Mirror Mirror. E sim, ela tocou. O pouco de energia que eu tinha se foi nela e posso dizer que o show se encerrou da melhor forma possível. Um grande show de uma banda que já amo por pelo menos 25 anos, mas quem está contando? Não acho que os trabalhos mais novos condizem com os do passado. Porém, de qualquer forma, o Blind Guardian sempre estará no meu coração e toda vez que puder, estarei presente para prestigiá-la. Foi um belo dia.

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Setlist Blind Guardian no Brasil

1 – Imaginations From the Other Side

2 – Blood of the Elves

3 – Nightfall

4 – the Script for My Requiem

5 – Violent Shadows

6 – Sklads and Shadows

7 – Time Satnds Still (At the Iron Hill)

8 – Secrets of the American Gods

9 – The Bard’s Song – In The Forest

10 – Majesty

11 – Traveler in Time

Bis

12 – Sacred Words

13 – Lord of the Rings

14 – Valhalla

15 – Welcome to Dying

16 – Mirror Mirror

Bruno Oliveira

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