‘Eldest Souls’ é uma grata surpresa no mundo indie

Leandro Stenlånd

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23 de novembro de 2021

Através dos anos fica ainda mais claro que, jogos indies são necessários no comércio de games. Afinal, nem todos os estúdios conseguem produzir em grande escala títulos totalmente AAA e, ainda assim, sempre terá um jogo ou outro que vai se destacar. Independentemente do que for, ‘Eldest Souls’ consegue enaltecer predicados do gênero facilmente.

BOSS RUSH

Na trama, em um ato final de vingança. Os Deuses Antigos lançaram uma grande desolação no mundo. A humanidade entendeu que não era só rebelar-se contra eles, mas que podiam aprisioná-los nas muralhas sagradas da Cidadela. Mas o mal despertou…

Eldest Souls nada mais é que uma espécie de soulslike focado em combates marcantes e difíceis contra chefes. Cada Deus Antigo apresentará, certamente,  um novo e único desafio a ser superado com recompensas dignas para aqueles que triunfam, que serão essenciais na luta contra o próximo chefe.

Eldest Soul

De cara, a primeira impressão realmente é a que fica. Apesar de ser um jogo com cerca de oito horas de duração, muita coisa é turva. Os combates demoram um bocado, fazendo com que o game tenha um certo deleite alá Cuphead, lembram?

O jogo do estúdio MDHR sabe muito bem como misturar saudosismo visual com as características únicas que só o Megaman trouxe em combates contra chefões. Ainda assim, é bem difícil teoricamente falar sobre como é um jogo de quase oito horas de duração somente de chefes. Enquanto Cuphead trazia consigo algumas fases com inimigos aleatórios, capangas diga-se de passagem, em Eldest Soul isso é esquivado em sua plenitude. Assim, há muito pouco do que explorar antes do embate fatídico.

VISUAL EXUBERANTE

Quando você precisa explorar as passagens labirínticas em busca dos Deuses Antigos, seu personagem até que encontrará NPCs intrigantes, certas missões envolventes e uma série de mistérios sinistros, mas nada muito além disso. Enquanto o título tenta envolver você com certos detalhes de exploração, o que manda aqui, além das batalhas titânicas, é o visual do game.

Eldest Souls esbanja um incrível detalhamento 16 bits, mas praticamente desenhado à mão. Mas não fique apenas olhando para a paisagem.

Eldest Soul

Por onde você passa, notará a riqueza em detalhes dando a ideia de uma terra outrora bela em total turbulência. Alguns chefes exibem visuais interessantes, embora alguns não tenham imaginação de design.

Fica claro todo o foco dado aos detalhes encontrados no mundo de Eldest Souls, em cada um de seus chefes, templos antigos, e florestas sem fim. Existem locais, como o Vale Perdido, onde é impossível não parar por um tempo e admirar a forma como a grama se move com o vento, por exemplo.

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O MODO DE JOGO

Eldest Souls é muito mais sobre como o jogador vai atacar os chefes do que qualquer outra coisa. O título requer que você mude sua estratégia e mira na direção que deseja mover antes de atacar. Assim, até mesmo a estamina do seu personagem deverá de ser comedida e poupada antes de um ataque brutal. Recuperar sua vida também se fará necessário, pois realmente os embates não são nada fáceis.

Há quem diga que os chefes de títulos indies são os mais complexos, vide Sundered como exemplo. E de cara nos vem em mente títulos AAA como Bloodborne, Sekiro e até mesmo NIOH, onde combates contra chefes tornam-se uma dor de cabeça sinistra.

Como mencionado logo acima, não há como coletar vida para manter sua barra cheia, mas ele funciona estilo uma espécie de roubo de vida, muito comum em RPG’s. Ao atacar seu oponente ou inimigo e reduzindo o seu life, isso automaticamente aumentará o seu.

A ARTE DA GUERRA DE SUN TZU VAI TE AJUDAR

O mais estressante no jogo é, sem sombra de dúvidas, como o jogo vai ficando difícil sem muita alternativa de combate. Independentemente das conquistas e melhorias do personagem, não há nada o que se fazer além de apertar um único botão, repetidas vezes, para atacar. E é ai onde entra a proposta de Eldest Souls, que não é sobre atacar e atacar seus oponentes, mas como você o abordará para derrotá-lo. Todos os chefes, se você não pode vencê-lo, antes de juntar-se a ele e desistir, há de convir que sempre tenta-se uma nova estratégia de combate.

Se parar para refletir melhor, a arte da guerra e da batalha, escrita por Sun Tzu, sempre enalteceu esse detalhe. O livro, sempre foi mais sobre uma guerra territorial, comum neste jogo, mostrando como combater o seu adversário, através de estratégias, se impondo, para a conquista de algo: A vitória.

E depois, quando você tiver com suas forças desgastadas (dedo), com suas provisões insuficientes (life), com seu personagem a beira da morte e com seus recursos exauridos (vamos desligar o console ou o PC, pois já encheu o saco), os chefes tirarão proveito desta situação psicológica e obterão vantagens para atacá-lo e, por conseguinte, vencê-lo. E, assim, neste caso, mesmo contando com os mais ilustres e sábios ensinamentos de títulos do passado, tal como Battletoads vs Double Dragon, não conseguirá garantir um bom resultado na batalha. Por esta razão, precisa saber lidar com o uso adequado da estamina. Muita das vezes, mesmo com seu life a beira do abismo, é a estamina quem dita as regras.

Embora já tenhamos ouvido falar de campanhas precipitadas e imprudentes, nunca houve um exemplo de benefício no prolongamento das hostilidades.

INIMIGOS QUE MUDAM EM PROL DE TODOS

Uma coisa perceptível ao longo de suas longevas oito horas de duração é que, não é só o ataque inimigo que dita como será seu contra-ataque. Assim como em Cuphead, as estratégias fogem do linear, justamente porque o embate é muito inconstante.

Até mesmo os chefes tentam evitar atacar da mesma forma em algum momento, fazendo com que o uso da própria estamina, recuperar life, assim como sua mira, não serão o suficiente pra derrotar o chefe de imediato, forçando-o a tomar novas medidas de contra ataque.

VEREDITO

Apesar do pouco conteúdo e combates bem repetitivos, ainda que tenhamos que mudar certas estratégias de combate, Eldest Souls é uma joia rara num mundo assolado por tantos indies medíocres e isso independe de gênero. O título é uma amostra clara e que esperamos que possa se tornar tão transcendental quanto Battletoads foi, Cuphead é, e Sundered continuará sendo.

PRÓS

  • Lutas épicas
  • Trama do Jogo
  • Modos do jogo
  • Trilha sonora e pixel art

CONTRA

  • Áudio poderia ter uma qualidade mais voltada para o estéreo com graves mais contundentes nos momentos de golpes dos vilões. Infelizmente alguns golpes tem barulhos estranhos e nada a ver com o instrumento utilizado pelos Deuses para atacar seu personagem.

TRAILER

https://www.youtube.com/watch?v=KdTlvqw1xDA

Leandro Stenlånd

Leandro não é jornalista, não é formado em nada disso, aliás em nada! Seu conhecimento é breve e de forma autodidata. Sim, é complicado entender essa forma abismal e nada formal de se viver. Talvez seja esse estilo BYRON de ser, sem ter medo de ser feliz da forma mais romântica possível! Ser libriano com ascendente em peixes não é nada fácil meus amigos! Nunca foi...nunca será!
9.6
GRÁFICOS

Créditos Galáticos: 10

JOGABILIDADE

Créditos Galáticos: 10

ÁUDIO

Créditos Galáticos: 9

HISTÓRIA

Créditos Galáticos: 9

DIVERSÃO E IMERSÃO

Créditos Galáticos: 10

Livros e Quadrinhos ‘Operação Obscura’ ‘Coração Marcado’ ‘Lua de Mel com a Minha Mãe’ ‘Bubble’ ‘Rumspringa’ SEC AWARDS 2022 A Megera Domada – Crítica do Filme