
‘MLB The Show 24’ é prato cheio para os gamers fãs de beisebol
Felipe de Andrade
Já faz alguns anos que a franquia da Liga Americana de Beisebol deixou de ser exclusiva dos consoles da Sony. Desse jeito, a franquia desenvolvida pelo San Diego Studio entrou em um tipo de gargalo sobre o que conseguir melhorar a cada ano que passa.
Na versão do ano passado, sua principal adição foi o modo Negro Leagues. A modalidade conta a história de antigos campeões e toda a carga que o racismo impunha para os jogadores “de cor” da época.
MLB The Show 24
Na versão deste ano, MBL The Show 24 consegue extrapolar um pouco sua fórmula de sucesso que agrada tanto aos fãs beisebol. Além disso, adiciona ainda mais novidades para o pacote. Sem contaralguns refinamentos para o seu gameplay, subindo o patamar de qualidade deste que é um dos melhores simuladores dentro de todos os jogos de esporte.
Dando sequência ao modo que estreou no ano passado, temos a segunda temporada do modo Negro Leagues. Ele novamente conta com campanhas pequenas que resumem momentos importantes das carreiras de jogadores históricos do beisebol como José Mendez, os “Thunder Twins”, Josh Gibson e Buck Leonard, Larry Doby, Leon Day, Henry Aaron, e ainda Tony Stone. Essa última é ninguém menos que a primeira jogadora de beisebol a atuar como profissional em um time. Feito histórico que abriu as portas do esporte para outras mulheres, ainda que de maneira tímida na época.
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Captain Pass
Outra boa adição, que segue os moldes das histórias contadas no modo Negro Leagues, é a opção Captain Pass, que dá uma boa pincelada em diversos momentos marcantes da carreira de Derek Jeter, simplesmente um dos jogadores mais importantes da história do New York Yankees. Com tudo sendo narrado pelo próprio campeão.
Outra novidade se encontra no modo Road to the Show, que agora possui duas narrativas a serem seguidas em carreiras diferentes: a tradicional, onde criamos um jogador e seguimos seus passos dentro em busca de ser um profissional do esporte, e a segunda e muito bem-vinda adição, onde é possível acompanhar os passos de 2 atletas novatas que ainda estão em idade escolar mas que sonham em ingressar em uma grande equipe fazendo parte da MLB.

Narrativas
A história pode não ser contada de maneira tão profunda, mas traz novos pontos de vista sem relação ao esporte. Além do que consegue introduzir grandes doses de representatividade feminina para um esporte majoritariamente masculino.
Dito isto, é possível até que este modo consiga atrair mais mulheres gamers e fãs do esporte, já que agora podem se sentir representadas na tela através da criação das suas personagens dentro do jogo.
Modos clássicos
Os outros modos clássicos também se fazem presentes: Diamond Dynasty, equivalente ao Ultimate Team do FIFA ; March to October, com seus momentos decisivos pré-programados; o Franchise, que é onde nos tornamos o gerente de um time da MLB durante a temporada; Exhibition, com partidas amistosas online ou offline; além de Moments, Challenge of The Week, e Home Run Derby, em que jogadores competem para ver quem acerta mais home runs.
O modo Franchise ganhou uma melhoria, dependendo do seu ponto de vista, que permite personalizar o modo fazendo com que algumas situações, ou até algumas partidas inteiras dos 162 jogos da temporada sejam simuladas pela IA do jogo. Isso faz com que quem estiver jogando este modo economize tempo e consiga chegar ao final da temporada mais rapidamente.

Adições
Umas das mudanças ou adições relacionadas ao Road to the Show, foi a inclusão de quick time events em determinadas situações nas partidas. Para simular a dificuldade de algumas jogadas o estúdio achou por bem adicionar uma sequência de botões, que devem ser acionados na ordem correta dentro do tempo limite, para que a jogada seja executada da melhor forma possível.
Mlb The Show 24 também tende a ser mais exigente com as regras gerais do esporte, aumentando seu grau de simulação em busca de ser mais similar ao esporte real, como exemplo, os arremessos com os 15 segundos de limite para realizar a jogada, em que caso contrário o jogador recebe um strike automaticamente.
Gráficos
Com relação aos gráficos e o visual geral do jogo, é possível perceber melhorias nítidas quando comparado ao título do ano passado. A iluminação é melhor de um modo geral, mas ainda peca em cenas mais amplas, principalmente com as sombras não estando tão naturais quando a câmera se afasta muito. Os jogadores estão ainda mais fiéis aos atletas reais representados, com animações corporais condizentes a suas contrapartes reais, assim como a face dos jogadores que estão ainda mais realistas.
Os estádios seguem muito bem construídos e cheios de detalhes que são bonitos de se ver na tela, com destaques aos estádios mais antigos da Negro Leagues, que por mais que sejam visualmente menos complexos quando comparados aos dos tempos atuais, contam com a simplicidade e com a torcida retratada com roupas da época, que aumentam a imersão de quem está jogando, quer seja fãs do esporte ou não.

Visual
Apesar de ser muito bonito, o visual de The Show 24 ainda fica aquém da nova geração. Principalmente quando comparado a outros jogos lançados para o PlayStation 5, console usado para testar o jogo para este review. Consoles da geração passada também sofrem com alguns problemas de performance, principalmente no Nintendo Switch, por causa do seu poder mais limitado.
Com relação ao som do jogo, podemos dizer que é só elogios. O barulho dentro do estádio durante os jogos, as vinhetas, as comemorações, as narrações e dublagens, que mesmo apenas em inglês, são bem ricas, apesar de limitadoras, pois o jogo está localizado apenas no idioma da terra do tio Sam. Destaque para a trilha sonora incrível que conta com diversas músicas que possuem estilos e cantores muito variados.
Veredito
MBL The Show 24 dá sequência às novidades inseridas na edição passada e agrega ainda mais conteúdo para o pacote. Com a segunda temporada da Negro Leagues, o modo história do campeão Derek Jeter, e ainda, a adição de uma campanha com atletas femininas personalizáveis, o jogo tem conteúdo suficiente para agradar a todos os gamers que gostam do esporte.
Entretanto, se você for um jogador mais purista e que visa o aspecto técnico, ou que prefere jogar os principais modos do jogo, pode ser que fique um pouco decepcionado. Principalmente porque a experiência como um todo pode não ser tão diferente do título passado para justificar a aquisição da versão atual no lançamento pagando o preço cheio. Situação que sempre acontece com a maioria dos jogos anuais de esportes.
Por fim, não deixe de acompanhar o UltraCast, o podcast do Ultraverso que fala sobre Cultura Pop.
Prós
Um dos melhores simuladores de esportes
Física super realista
Ótima trilha sonora
Modos de jogo que remetem à história do beisebol
Contras
Gráficos aquém da nova geração
Poucas mudanças reais no gameplay
Comandos estranhos para realizar determinadas jogadas
Notas
Gráficos 4
Jogabilidade 4
Áudio 4
História 4
Diversão 5
Média Geral 4.2