‘Vidas em Jogo’ é uma boa diversão de David Fincher

Fabio Martins

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30 de novembro de 2020

Terceiro filme de David Fincher, Vidas em Jogo é, antes de mais nada, um filme ‘azarado’. Depois do fiasco da estreia de ‘Aliens 3’ (Alien³, 1992) e do sucesso estrondoso de ‘Seven – Os Sete Pecados Capitais’ (Seven, 1995), a expectativa do seu novo trabalho era altíssima. Mas, para a infelicidade de muitos, ele é um suspense divertido. Aliás, bem divertido.

Assim como a alta expectativa, Vidas em Jogo desagradou muita gente na escolha dos papéis principais. Não pela escolha dos protagonistas, afinal de contas trata-se de dois astros: a saber, Michael Douglas e Sean Penn. O problema é a repetição do papel vivido por ambos. Ou seja, Douglas é o milionário solitário, ganancioso e extremamente babaca Nicholas Van Orton. Enquanto Penn é o rebelde, irresponsável e cafajeste irmão mais novo, Conrad.

Sinopse

Nicholas Van Orton é um banqueiro extremamente bem sucedido. Avesso a comemorações e interações sociais como um todo, em seu 48.º aniversário (mesma idade em que seu pai se suicidou), ganha de presente do seu irmão Conrad um cartão que lhe dá acesso a um divertimento incomum, organizado pela empresa Serviços de Recreação do Consumidor.

A partir daí, Nicholas está participando do “jogo”, que ao que tudo indica é uma armação do seu irmão para tortura-lo psicologicamente até matá-lo ou fazer com que ele também se suicide como o pai. Ao procurar a sede da empresa acompanhado da polícia, ele encontra o andar completamente vazio. Sozinho, como sempre viveu, ele não saberá em quem confiar ou como fará para vencer a partida de sua vida.

David Fincher

Assim como fez em Seven (ouça nosso podcast sobre os 25 anos do filme), Fincher é brilhante no uso da câmera e da fotografia, principalmente quando foca em Nocholas. Sempre usando tons frios ao seu redor, com a câmera geralmente focalizando o personagem de Douglas, para mostrar sua superioridade.

Repleto de ação e suspense, bem como muitas reviravoltas, Vidas em Jogo surpreende o espectador a cada momento; sempre questionando se o que ele está assistindo é um golpe ou apenas um jogo. Embora estejam em papéis confortáveis, Douglas e Penn estão ótimos, sem contar com a bela surpresa que é a atuação de Deborah Kara Unger como Christine, a inusitada parceira de Nicholas dentro do jogo.

Por fim, Vidas em Jogo está longe de ser um novo Seven ou impactante como a maioria dos seus outros trabalhos. Ou seja, é um filme divertido. Um suspense empolgante, que sabe entreter e que, embora seja um trabalho menor, não deixa de ter o seu valor e tão pouco não ter a qualidade das obras de Fincher.

GAME, THE, Michael Douglas, Deborah Unger, 1997

Vidas em Jogo

Título original: The Game
Estreia: 5 de março de 1997
Direção: David Fincher
Roteiro: John D. Brancato, Michael Ferris
Elenco: Michael Douglas, Sean Penn, Deborah Kara Unger, James Rebhorn, Peter Donat, Carroll Baker, Anna Katarina, Armin Mueller-Stahl, Charles Martinet, Elizabeth Dennehy, Caroline Barclay
País: Estados Unidos
Idioma: Inglês
Duração: 129 min.
Classificação etária: 14 anos
Onde assistir? Looke e Youtube

Fabio Martins

Santista de Nascimento, flamenguista de coração, paulistano por opção. Jornalista, assessor de imprensa viciado em cinema, série, HQ, música, games e nerdices em geral.
7
Créditos Galáticos

Créditos Galáticos: 7

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